𝓢𝓪𝓷𝓰𝓾𝓮 𝓓𝓸𝓾𝓻𝓪𝓭𝓸
Autor: Namina Forna | Gênero: Fantasia
" 𝓝𝓾𝓷𝓬𝓪 𝓮𝓼𝓺𝓾𝓮ç𝓪𝓶 𝓬𝓸𝓶𝓸 𝓸𝓼 𝓱𝓾𝓶𝓪𝓷𝓸𝓼 𝓷𝓸𝓼 𝓽𝓻𝓪𝓽𝓪𝓻𝓪𝓶! 𝓝𝓾𝓷𝓬𝓪 𝓮𝓼𝓺𝓾𝓮ç𝓪𝓶 𝓬𝓸𝓶𝓸 𝓷𝓸𝓼 𝓬𝓱𝓪𝓶𝓪𝓻𝓪𝓶! "
E se durante um ritual de pureza, a menina for declarada impura, o que é que acontecerá com ela?
No Reino de Otera, a partir dos 16 anos, as meninas passam por um ritual de pureza: se o sangue for vermelho, elas serão consideradas puras, isto é, poderão participar activamente na sociedade, isto é, sendo companheiras do homem, servis aos desejos e ordens dele; mas se o sangue for dourado, elas serão consideradas impuras, demônios, descendentes das rainhas que um dia semearam o caos no Reino de Otera, então, elas serão condenadas ao Mandato de Morte.
Deka é uma menina negra sulista que vive no vilarejo de Ortfurt com o seu pai. Nunca foi considerada nesse vilarejo por ela ser de pele negra e cabelos cacheados, porque o Norte é de pessoas com pele branca, pálida e olhos azuis.
Não há ninguém que deseja ser pura mais do que Deka, porque a partir daí, finalmente era seria muito bem tratada.
No dia do ritual, o vilarejo sofre um ataque e na tentativa de proteger o pai, Deka faz emergir um poder dentro dela ( algo que nem ela sabia que existia ) e... o sangue jorra dourado. A partir daí, ela sente na pele o ódio de todos ao seu redor, incluíndo o de seu pai, que manda matá-la sem hesitar.
Ela sofre incontáveis torturas, sucessivas mortes, até que um dia, uma mulher misteriosa ( Mãos Brancas ) lhe faz uma proposta: continuar a sofrer no vilarejo, ou se juntar ao exército do imperador, lutar para eliminar uma ameaça ao Reino de Otera: Os uivantes mortais. Bestas ferozes que invadem e atacam todos os vilarejos de Otera, são capazes de emitir sons que podem estourar os tímpanos de qualquer um.
O exército do imperador é formado pelas Alaki: mulheres dotadas de poderes raros, quase imortais. Estas são as únicas capazes de conter os uivantes. Deka aceita.
O que vem a seguir é um rio de detalhes que me deixou totalmente envolvida e submergida neste livro.
Sangue Dourado faz um paralelo incrível com a realidade de questões raciais, patriarcais, religiosas, de lealdade, de amizade, de traições, de romance, de sororidade. Tudo isso, à medida em que se avança na leitura, dando espaço para questões que paulatinamente são respondidas.
Deka descobre o poder de sentir a presença e de controlar os uivantes mortais, ela usa esse poder para cumprir a sua missão.
Aos poucos, Deka ganha maturidade e nota quem nem tudo é o que parece ser, nem os uivantes mortais, nem os jatu, nem o Imperador, nem Mãos Brancas, nem as Douradas e nem mesmo ela. A medida em que ela aprende a dominar suas habilidades, surgem perguntas que só Mãos Brancas é capaz de lhe responder.
Esta foi uma leitura prazerosa e dolorosa também. O ponto mais alto dela foi a amizade que a Deka desenvolveu com as outras alaki. Mal posso esperar para partilhar convosco o Volume 2 e espero que vocês leiam e gostem da Nuru, ups, Deka!


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